“No dia 12 de Abril de 2011. Uma mulher de 58 anos está em casa, sentada à mesa. Pega num cantil de café, levanta-o e bebe com uma palhinha. Torna a pôr o cantil em cima da mesa. Sorri com evidente alegria perante o que acabou de fazer….
O que fez de tão extraordinário naquele dia? Imaginou que estava a mexer o seu próprio braço e que com a sua própria mão, segurava no cantil e o levava à boca. E ao imaginar isso, fez com que um braço robotizado – ao qual ela estava literalmente ligada através de um chip microelectrónico implantado no seu cérebro – executasse os gestos que ela comandava. …Os impulsos elétricos disparados intencionalmente pelos seus neurónios foram transmitidos pelo implante a um programa de computador capaz de os transformar em movimentos adequados do braço artificial….
S3 (nome fictício) entrou no projeto nas suas fases mais preliminares e é portadora de um implante há mais de cinco anos, com os elétrodos alojados a uns milímetros de profundidade no córtex motor, a região do cérebro que controla os gestos voluntários.”
Adaptado de Público, 17 Maio 2012
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